sexta-feira, 15 de julho de 2011

Motivação

Sei que o telefonema de hoje do meu pai significaria pouco pra todos, mas pra mim significou muito. Por que ele não é um aluno, mas sim meu pai e há tempos alerto pra ele da necessidade de mudança de hábitos.
Para começarmos, creio que a primeira coisa a saber é que praticar atividade física sem colocar o coração na situação é o começo de um fim próximo. E para motivá-lo sugiri ver alguns vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=5l-919lhTC4 (damos falta apenas quando perdemos)



É imperativo que você assista a esses vídeos para ajudá-lo e que principalmente, eles emocionem você.

Quero, por último, dizer que não disse que faria por que tenho competência, mas sim por que você é meu pai. Por amor e quero ver você quanto mais eu puder na minha vida. Já que não creio em vida após a morte, as perdas serão cem vezes mais doloridas em mim. Por isso, dado o poder a mim concedido por você, assim como QUALQUER um neste planeta pudesse fazer algo para que aquele quem a gente ama e admira pudesse viver mais eu farei com todo o prazer.

Por último. Ouça, trocando canção por treino, como queira. http://letras.terra.com.br/pato-fu/30234/ "

Assim como para o meu pai. Eu penso em treinar as pessoas com essa intenção. Você importante pra alguém  e eu quero ajudar a estar mais tempo próximo daqueles que te amam. Por isso tento trocar a motivação estética por aquela que nos faz perceber que a vida é frágil. Tomar suplementos, bombas, estéticas são atitudes egoístas e que são uma fuga da vida.

Motive-se de verdade. Viva.

Tópicos

                Primeiramente peço perdão a todos por demorar a colocar novo post.

                Desta vez farei um pouco diferente que o usual: trarei pequenos tópicos.
·         O primeiro assunto é um recorrente em minha vida profissional: a necessidade de repensar a atividade dos endocrinologistas. Ontem uma aluna veio, com quem compra um DVD que quebrou por incorreto uso, dizendo que o endocrinologista disse que ela engordou 3 kg e a cintura dela aumentou! Putz... já citei outra que dava aula na PUC que disse que treino de força faria a aluna trocar gordura por músculo...agora isso...pra piorar, indicou que ela tomasse sibutramina (para conhecer mais http://www.cvs.saude.sp.gov.br/at_03-01.asp) e ficasse sem comer por uma semana! Fora o absurdo, temos de aprender o seguinte, não inventaram um remédio que nos dê hábitos saudáveis, educação alimentar. Essas ações são provisórias. Outra aluna que fez uso de tal substância disse que após utilizar o remédio ela tinha medo de engordar, entrando em quadro paranóico o que fez com que ela comesse raramente e desmaiasse na rua. A atividade física não é isso. Não é estética. É saúde. Prazer, diversão e socialização, coisas diferentes disso são formas de compensar desvios psicológicos.
·         A cidade de Campinas tem tido vários problemas políticos. Haverá a virada esportiva que não deve ser utilizada como desvio da atenção do povo. Deveríamos utilizar o espaço para promover e estimular a atividade física, mas também requerer melhorias no sistema público de transporte (lembrem que são 127 carros novos por DIA em Campinas), maior estímulo às formas alternativas de transporte, melhor sistema de reciclagem (nossa cidade recicla 2% de seu resíduo), além de ações severas aos corruptos.
·         Quero novamente dizer o quão prazeroso é poder promover a atividade física para as pessoas, escrever assim soa como fanatismo religioso, mas ao contrário de tal extremismo, minha ação procura cada dia mais respeitar a individualidade de cada um. E ao mesmo tempo, quando as pessoas relatam não gostar de alguma modalidade devemos observar alguns motivos para o desinteresse:
o   Ou você conhece pouco a respeito da prática. Ex: antes de conhecer o badminton eu achava bobo, mas percebi quão prazeroso pode ser. E você conhece softball? Não? Então como vai gostar? Você vai para um esporte e fica perdido nele? Não! É como entrar em uma classe onde todos já se conhecem. O esporte nos expõe demais, precisamos começar conhecendo algo.
o   A outra fase é a pior. Ter conhecido com um grupo ou alguém incompetente. Não existe esporte que não gostemos. Existe prática mal planejada. Quantas pessoas não largam de jogar esportes coletivos por traumas no colégio? Enfim, a atividade física deve promover, dentre um de seus objetivos, a socialização e não ridicularizarão. Com amigos ou um profissional competente, você gostará de praticar as atividades.
o   O último é de difícil modificação. E seria causado pela incapacidade de realizar por questões psicológicas, biotípicas ou biomotoras.
·         Com a estabilização da economia do país, não por coincidência aumentasse a prática desportiva assim como o número de desportos criados. A partir disso peço que você tente conhecer equipes, atletas ou clubes que precisam de apoio e patrocínio e tente ajudar ou divulgar a captação de recursos, pois o esporte agrega importante valor à marca. Também quer deixar aqui que você procure atividades novas, conheça e divulgue. Faça um enduro a pé. Veja se há grupos de Le parkour em sua cidade. Aproveite as redes sociais e investigue a respeito de uma ou mais modalidades. Não tem como praticar, dentro de suas possibilidades, junte uma galera e viabilize. Precisando de ajuda, conte(m) comigo!
Abraço a todos e boas experiências sinestésicas propiciadas pelas atividades físicas!|

quarta-feira, 18 de maio de 2011

As duas mãos na criação das ciclofaixas

       Evidente que o título é uma alusão as formas com que podemos ver o mesmo problema.
      Aqui em Campinas algumas ciclofaixas tem sido construídas e algumas já estão em funcionamento, outras são especulações. E para começar, pense: por que ciclofaixa e não ciclovia? Por que raios mudaram ao nome? Apenas moda? Não.
     O próprio nome já diz, tratasse de uma faixa e não de uma via. Muito bem, ótimo, os ciclistas possuem seu espaço. Espera lá, não é bem assim. Por ser uma faixa evidente que não há divisão física que proteja as bicicletas e seus condutores de motoristas imprudentes ou revoltados (como exceção vi na Unicamp um dia, um motociclista andando na ciclofaixa – creio que ele tenha se confundido), por isso e pelo fato de “ocupar” o sagrado lugar dos carros, não se pode liberar durante a semana, portanto, o espaço aqui é reservado entre 7 e 13 da tarde. Apesar de expor esse fato, concordo que o mundo não irá mudar, é imbecil querer o fim dos carros, longe disso, apenas uso racional e ainda, enquanto se faz mobilizações – longe de mim inferiorizá-los - quanto a respeito por opções sexuais, etnia e etc, ninguém contabiliza ou sai em protesto a favor de melhorar e reduzir o uso dos carros. Pensando bem, protestos que melhorem o transporte público, pois a diminuição no uso de carros significaria menor poluição, menor trânsito, menos mortes e em muitos casos economia de gastos, imagine se tivéssemos opções dessentes de transporte coletivo como trens e ônibus, quanto não seria economizado em pedágio, manutenção de estradas, construção das mesmas, acidentes e seus custos, quantas mortes e imprudências não seriam evitados?
      Como eu dizia, evidente que não acontecerão mudanças radicais. Devesse educar o povo, principalmente de cidades grandes onde para chegar a determinadas regiões e necessário o carro, devido às péssimas condições e preços do transporte coletivos. O problema é que, quem anda de carro fala mal quem está de bicicleta e quem está de biclicleta reclama dos corredores – muitas vezes devo me policiar para não cometer esses equívocos. Dentro desse raciocínio, nas duas vezes em que transitei pelas ciclofaixas, na inauguração da situada no centro/taquaral e ouro verde/Morumbi ouvi reclamações e algumas buzinas. Evidente que há necessidade de tempo para se acostumarem, mas há pessoas que realmente reclamam da ciclofaixa em pleno domingo de manhã! Contudo, havia corredores utilizando o mesmo espaço. Eram poucos e sendo um deles tenho que analisar com calma. Em Campinas, para realizar treinos longos ou até mesmo variar um pouco é difícil. Em vários pontos as calçadas são completamente abandonadas (inclusive o ministro dos esportes sofreu fratura andando por aqui) e atravessar sinais de trânsito, mesmo que com o sinal favorável ao pedestre sempre será um risco.
      Enfim, quem sabe aos poucos não conseguiremos ciclovias para uso diário das bicicletas - olha que tenho visto uma grande quantidade de pessoas indo trabalharem no centro, com elas. Inclusive com mochilas para tomar banho! Neste parágrafo pensarei em outros pontos. Primeiro, construir ciclofaixas pode ser um começo e espero que seja esse argumento para a escolha delas, pois são muito mais baratas e perigosas. (daí algum infeliz grita: mas gastar 270 mil para construir a ciclo faixa no outro verde, deveria gastar com coisa séria!). Aff... com calma e tentando não ficar irritado explico. Nosso problema não é esse. Como disse anteriormente, não devemos gastar com a construção de mais pistas para cada vez mais carros (127 novos a cada DIA em Campinas) ocuparem espaço até das casas. Pelo fato de a maioria dos governos quererem votos, portanto suas ações se baseiam em construção de hospitais e praças além de abrirem as pernas para indústrias. (daí o mesmo infeliz grita: usa esse dinheiro para contratar mais médicos). A começar e segurando para não escrever ofensas, antes de qualquer coisa, essa visão pré-histórica da saúde hoje é substituída pela idéia de grupos multidisciplinares, ou seja, deve conter não médicos! Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas, psicólogos e mais recentemente educadores físicos, já que a saúde é algo tão complexo de definir que até mesmo a utilizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é arduamente combatida. Em síntese ser saudável já não quer mais dizer apenas estar livre de doenças – mais atrasada ainda à idéia de apenas acometimentos físicos – notasse que muitos outros aspectos interferem como estados de emocionais, sociais, financeiros e etc.
      Pensando em ser saudável apenas aqueles que não possuem doenças, ou a ausência visível dela, estamos apenas pensando na última etapa estudada pela saúde coletiva. Curar doença é o último processo, promover ações preventivas é a atualmente a mais defendida atitude, além de baratear os custos com hospitais e remédios (controles de insulina para indivíduos que abusaram a vida inteira de comidas doces tirando de quem realmente precisa). E dentre as ações preventivas, uma das maiores e melhores e a promoção da atividade física saudável (chamo assim pois atividade física por estética não necessariamente envolve saúde), tanto quem já possui doenças como quem ainda não.
Portanto, a ciclofaixa espero ser o inicio de uma educação para todos. Não adianta ficar no carro reclamando do trânsito, da construção de ciclofaixas ou de não terem construírem (apenas) mais hospitais. Vamos ser trabalhar para a prevenção e melhora do bem-estar!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meia-maratona de São Paulo 10 - 04 - 2011

 


Olá a todos, como estão?
     
      Hoje escreverei sobre um pequeno feito. Já relatei aqui ter corrido mais de 20 quilômetros e desde dezembro foram quatro vezes. Desde então tenho me preparado, perdido rendimento nas provas de 10 quilômetros – e até um pouco a vontade de correr tão rápido.
        O feito que apontei foi de participar de uma prova oficial, usei chip, camisa e tudo o que podia na prova já que foi minha 1ª prova onde realizei e paguei a inscrição (calma ávido leitor, depois de criticar a prova do Oba em poucos aspectos, não me converti, apenas que para a primeira meia-maratona achei legal pagar, sem obrigação).
      E os aspectos a serem elencados aqui a respeito da prova é que São Paulo é mesmo uma cidade diferente. Não sei se é necessário crescer tanto e chegar a pontos tão críticos de poluição e trânsito para adquirirem tamanha qualidade e prazer na prática esportiva. Explicarei mais adiante.

     Como a prova tinha a saída marcada para as sete e meia da manhã, combinamos (Alessandro e Fernando) de sairmos às quatro e meia. Combinado, horário cumprido. Não demoramos muito a chegar e logo entramos na USP pelo portão um. Por sorte, no caminho, pouco antes de entrar na USP vimos uma placa que a rua estaria interditada entre as seis e onze da manhã! (sendo que a prova acabaria no máximo as dez, aqui em campinas impede na hora da largada e vai liberando conforme o último vai passando). Pensei que não haveria ninguém, afinal, eram dez para as seis da manhã! Havia já um número considerável de pessoas e pouco após pararmos muita gente chegou. Pegamos o kit – liberado entre seis e sete da manhã – com uma organização impecável, no dia da prova e ainda não havia fila! Agilidade e educação eram distribuídas por todos os funcionários que trabalharam no evento. 
        Depois de pegar o kit, ficamos próximo a área de banheiros até para descansar e alongar, mas também como vocês já leram post anterior, queria evitar qualquer problema similar ao ocorrido na corrida entre Campinas e pedágio de Americana. E essa era uma grande preocupação. Havia acordado cedo e não consegui. Mas eis que a fera bateu sobre meu intestino... Ou melhor, na saída dele. Nada muito forte, porém fui ao banheiro químico – nome mais apropriado ao fato de ser uma bomba com reações próximas de acontecer a qualquer chacoalho – e obviamente não tive uma linda visão, mas o pior... Não havia papel. Calma!!! Leitor, não chore pensando que eu havia feito algo e estava sem ter como limpar. Não. Olhei, urinei e fui para a batalha.
        A prova em si foi bem legal. Correr e saber que estamos caminhando por pistas cheias e em uma cidade enorme como São Paulo causa reações muito bacanas. O ponto a respeito é que o trajeto possuía alguns trechos íamos por uma avenida e voltávamos pela mesma, mas na outra pista complicando um pouco a motivação. Parabéns aos organizadores fizeram o obvio, vários pontos de água (a cada três quilômetros mais ou menos) e um ponto que me salvou, pois aos doze estava eu com uma fome avassaladora, por não ter comido há horas e ter deixado de levar suprimentos pré-prova (no medo comer e estimular a fuga do dragão), foi a de isotônico. Tomei dois copos pequenos, suficientes para me recuperar. Apenas um trecho foi desagradável, caso não me engane foi entre os quilômetros 14 e 18 onde as árvores escassearam contrariando toda a prova, repleta de sombra. Com isso o calor da manhã bateu, mas terminamos a prova bem. Foi ótimo.
                                                      Esperando a largada.

                                                                   Quanta gente!
                                                           

                                                          Aproximadamente 4 km realizados.
                                                              Ponte Cidade Universitária

                                                                                   Região Ensolarada!


          Em relação à diferença entre nossos corredores e os de São Paulo: há um enorme consumo de corrida (freqüencímetros, meias, tênis e etc) tornando o evento em quase um desfile. Mas havia no ar aquele compromisso, dedicação, consciência e prazer. Havia aquela coisa de serem eles os primeiros a lançarem moda e o resto do país vir atrás. Havia um nível de prática e conhecimento geral que não vejo por aqui, possibilitando aos corredores treinarem e não pensarem apenas em sua imagem.   
                  Gostaria de agradecer ao Fábio, aluno que nos encontrou para chegarmos até ao Mercado Municipal de São Paulo. Comi pastel de bacalhau e lanche (bruto) de mortadela, cada um em horas separadas. E em breve colocarei mais fotos. Abraços.