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quarta-feira, 21 de março de 2012

Lampejos básicos de treinamento.


        Com muita satisfação eu e outros três alunos conseguimos chegar à casa dos 30 km corridos, ininterruptos. Porém, uma inquietação deles e de muitos que treinam para algum objetivo é: como devo treinar? “Se quero treinar para 42 km quantas vezes devo fazê-lo antes de ir para a prova em si?”; “Caso queira atingir determinada marca na natação, como treino para baixar meu tempo?”. Mas entre o primeiro de interrogação e as primeiras aspas, há um abismo enorme.
           Primeiro, a melhor forma de treinar, é um pensamento genérico e que é influenciado pela idéia de que por sermos todos humanos funcionamos todos igualmente. Porém, somos um grande sistema complexo que possui milhões de outros sistemas onde cada um responde de uma determinada maneira, em determinada época, diferentemente conforme o estímulo, temperatura e humor (ufa!). Por isso, não é genial concluir que uma forma apenas de treinar não existe e uma resposta para todos, nunca haverá. Contudo existem idéias gerais que ao longo do tempo criaram estruturas e idéias para se organizar o treino. Direcionamentos.
            Não há dinamismo suficiente, do escritor, para que aqui, possamos esmiuçar a complexidade do treino e as teorias gerais e as reais intenções daqueles que propuseram. Porém, idéias gerais e básicas dão grande enriquecimento e melhora ao treinamento.
             Diferentemente de máquinas (e nem mesmo elas), caso você todo dia fizer a mesma coisa, por dois motivos os resultados sumirão: desânimo e homeostease. O primeiro é obvio: todo dia a mesma coisa? Tenha dó. Pra tudo na vida. Mas pense com maior cuidado. Enriqueça a análise. Rotina não é apenas no treino, é na vida. Mude. A vida muda, simples. Já o segundo é um conceito visto em fisiologia em uma das primeiras, senão a primeira aula, “é a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno para manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação interrelacionados” (Walter Bradford Cannon), traduzindo, tendência que existe entre os sistemas vivos de buscarem a estabilidade. Portanto, treinar a mesma coisa, todo dia, estará facilitando esta tendência, concorda? Então a idéia é sempre quebrar sua inércia? Calma lá precoce leitor.
            Ao contrário, treinar sempre forte e tentando se superar levará você ao desgaste. Ai socorro! Então o que faço? Primeiro, procure alguém que possa ao menos tomar conta deste complexo sistema e não se meta a treinar com fichinha de internet, nunca mais! E nem com o que seu amigo lhe indicou. Sempre busque entender e relatar ao seu treinador o que está acontecendo e, pois o treino é um sistema dinâmico e mutável, graças a fatores como lesões, doenças, desânimos, problemas, etc e a partir desta relação, ele poderá realizar modificações.
            E por último, quando for dedicar a algum treino para alcançar alguma meta, treine. Cada dia faltado, problemas vão surgindo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Motivação

Sei que o telefonema de hoje do meu pai significaria pouco pra todos, mas pra mim significou muito. Por que ele não é um aluno, mas sim meu pai e há tempos alerto pra ele da necessidade de mudança de hábitos.
Para começarmos, creio que a primeira coisa a saber é que praticar atividade física sem colocar o coração na situação é o começo de um fim próximo. E para motivá-lo sugiri ver alguns vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=5l-919lhTC4 (damos falta apenas quando perdemos)



É imperativo que você assista a esses vídeos para ajudá-lo e que principalmente, eles emocionem você.

Quero, por último, dizer que não disse que faria por que tenho competência, mas sim por que você é meu pai. Por amor e quero ver você quanto mais eu puder na minha vida. Já que não creio em vida após a morte, as perdas serão cem vezes mais doloridas em mim. Por isso, dado o poder a mim concedido por você, assim como QUALQUER um neste planeta pudesse fazer algo para que aquele quem a gente ama e admira pudesse viver mais eu farei com todo o prazer.

Por último. Ouça, trocando canção por treino, como queira. http://letras.terra.com.br/pato-fu/30234/ "

Assim como para o meu pai. Eu penso em treinar as pessoas com essa intenção. Você importante pra alguém  e eu quero ajudar a estar mais tempo próximo daqueles que te amam. Por isso tento trocar a motivação estética por aquela que nos faz perceber que a vida é frágil. Tomar suplementos, bombas, estéticas são atitudes egoístas e que são uma fuga da vida.

Motive-se de verdade. Viva.

Tópicos

                Primeiramente peço perdão a todos por demorar a colocar novo post.

                Desta vez farei um pouco diferente que o usual: trarei pequenos tópicos.
·         O primeiro assunto é um recorrente em minha vida profissional: a necessidade de repensar a atividade dos endocrinologistas. Ontem uma aluna veio, com quem compra um DVD que quebrou por incorreto uso, dizendo que o endocrinologista disse que ela engordou 3 kg e a cintura dela aumentou! Putz... já citei outra que dava aula na PUC que disse que treino de força faria a aluna trocar gordura por músculo...agora isso...pra piorar, indicou que ela tomasse sibutramina (para conhecer mais http://www.cvs.saude.sp.gov.br/at_03-01.asp) e ficasse sem comer por uma semana! Fora o absurdo, temos de aprender o seguinte, não inventaram um remédio que nos dê hábitos saudáveis, educação alimentar. Essas ações são provisórias. Outra aluna que fez uso de tal substância disse que após utilizar o remédio ela tinha medo de engordar, entrando em quadro paranóico o que fez com que ela comesse raramente e desmaiasse na rua. A atividade física não é isso. Não é estética. É saúde. Prazer, diversão e socialização, coisas diferentes disso são formas de compensar desvios psicológicos.
·         A cidade de Campinas tem tido vários problemas políticos. Haverá a virada esportiva que não deve ser utilizada como desvio da atenção do povo. Deveríamos utilizar o espaço para promover e estimular a atividade física, mas também requerer melhorias no sistema público de transporte (lembrem que são 127 carros novos por DIA em Campinas), maior estímulo às formas alternativas de transporte, melhor sistema de reciclagem (nossa cidade recicla 2% de seu resíduo), além de ações severas aos corruptos.
·         Quero novamente dizer o quão prazeroso é poder promover a atividade física para as pessoas, escrever assim soa como fanatismo religioso, mas ao contrário de tal extremismo, minha ação procura cada dia mais respeitar a individualidade de cada um. E ao mesmo tempo, quando as pessoas relatam não gostar de alguma modalidade devemos observar alguns motivos para o desinteresse:
o   Ou você conhece pouco a respeito da prática. Ex: antes de conhecer o badminton eu achava bobo, mas percebi quão prazeroso pode ser. E você conhece softball? Não? Então como vai gostar? Você vai para um esporte e fica perdido nele? Não! É como entrar em uma classe onde todos já se conhecem. O esporte nos expõe demais, precisamos começar conhecendo algo.
o   A outra fase é a pior. Ter conhecido com um grupo ou alguém incompetente. Não existe esporte que não gostemos. Existe prática mal planejada. Quantas pessoas não largam de jogar esportes coletivos por traumas no colégio? Enfim, a atividade física deve promover, dentre um de seus objetivos, a socialização e não ridicularizarão. Com amigos ou um profissional competente, você gostará de praticar as atividades.
o   O último é de difícil modificação. E seria causado pela incapacidade de realizar por questões psicológicas, biotípicas ou biomotoras.
·         Com a estabilização da economia do país, não por coincidência aumentasse a prática desportiva assim como o número de desportos criados. A partir disso peço que você tente conhecer equipes, atletas ou clubes que precisam de apoio e patrocínio e tente ajudar ou divulgar a captação de recursos, pois o esporte agrega importante valor à marca. Também quer deixar aqui que você procure atividades novas, conheça e divulgue. Faça um enduro a pé. Veja se há grupos de Le parkour em sua cidade. Aproveite as redes sociais e investigue a respeito de uma ou mais modalidades. Não tem como praticar, dentro de suas possibilidades, junte uma galera e viabilize. Precisando de ajuda, conte(m) comigo!
Abraço a todos e boas experiências sinestésicas propiciadas pelas atividades físicas!|

quarta-feira, 18 de maio de 2011

As duas mãos na criação das ciclofaixas

       Evidente que o título é uma alusão as formas com que podemos ver o mesmo problema.
      Aqui em Campinas algumas ciclofaixas tem sido construídas e algumas já estão em funcionamento, outras são especulações. E para começar, pense: por que ciclofaixa e não ciclovia? Por que raios mudaram ao nome? Apenas moda? Não.
     O próprio nome já diz, tratasse de uma faixa e não de uma via. Muito bem, ótimo, os ciclistas possuem seu espaço. Espera lá, não é bem assim. Por ser uma faixa evidente que não há divisão física que proteja as bicicletas e seus condutores de motoristas imprudentes ou revoltados (como exceção vi na Unicamp um dia, um motociclista andando na ciclofaixa – creio que ele tenha se confundido), por isso e pelo fato de “ocupar” o sagrado lugar dos carros, não se pode liberar durante a semana, portanto, o espaço aqui é reservado entre 7 e 13 da tarde. Apesar de expor esse fato, concordo que o mundo não irá mudar, é imbecil querer o fim dos carros, longe disso, apenas uso racional e ainda, enquanto se faz mobilizações – longe de mim inferiorizá-los - quanto a respeito por opções sexuais, etnia e etc, ninguém contabiliza ou sai em protesto a favor de melhorar e reduzir o uso dos carros. Pensando bem, protestos que melhorem o transporte público, pois a diminuição no uso de carros significaria menor poluição, menor trânsito, menos mortes e em muitos casos economia de gastos, imagine se tivéssemos opções dessentes de transporte coletivo como trens e ônibus, quanto não seria economizado em pedágio, manutenção de estradas, construção das mesmas, acidentes e seus custos, quantas mortes e imprudências não seriam evitados?
      Como eu dizia, evidente que não acontecerão mudanças radicais. Devesse educar o povo, principalmente de cidades grandes onde para chegar a determinadas regiões e necessário o carro, devido às péssimas condições e preços do transporte coletivos. O problema é que, quem anda de carro fala mal quem está de bicicleta e quem está de biclicleta reclama dos corredores – muitas vezes devo me policiar para não cometer esses equívocos. Dentro desse raciocínio, nas duas vezes em que transitei pelas ciclofaixas, na inauguração da situada no centro/taquaral e ouro verde/Morumbi ouvi reclamações e algumas buzinas. Evidente que há necessidade de tempo para se acostumarem, mas há pessoas que realmente reclamam da ciclofaixa em pleno domingo de manhã! Contudo, havia corredores utilizando o mesmo espaço. Eram poucos e sendo um deles tenho que analisar com calma. Em Campinas, para realizar treinos longos ou até mesmo variar um pouco é difícil. Em vários pontos as calçadas são completamente abandonadas (inclusive o ministro dos esportes sofreu fratura andando por aqui) e atravessar sinais de trânsito, mesmo que com o sinal favorável ao pedestre sempre será um risco.
      Enfim, quem sabe aos poucos não conseguiremos ciclovias para uso diário das bicicletas - olha que tenho visto uma grande quantidade de pessoas indo trabalharem no centro, com elas. Inclusive com mochilas para tomar banho! Neste parágrafo pensarei em outros pontos. Primeiro, construir ciclofaixas pode ser um começo e espero que seja esse argumento para a escolha delas, pois são muito mais baratas e perigosas. (daí algum infeliz grita: mas gastar 270 mil para construir a ciclo faixa no outro verde, deveria gastar com coisa séria!). Aff... com calma e tentando não ficar irritado explico. Nosso problema não é esse. Como disse anteriormente, não devemos gastar com a construção de mais pistas para cada vez mais carros (127 novos a cada DIA em Campinas) ocuparem espaço até das casas. Pelo fato de a maioria dos governos quererem votos, portanto suas ações se baseiam em construção de hospitais e praças além de abrirem as pernas para indústrias. (daí o mesmo infeliz grita: usa esse dinheiro para contratar mais médicos). A começar e segurando para não escrever ofensas, antes de qualquer coisa, essa visão pré-histórica da saúde hoje é substituída pela idéia de grupos multidisciplinares, ou seja, deve conter não médicos! Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas, psicólogos e mais recentemente educadores físicos, já que a saúde é algo tão complexo de definir que até mesmo a utilizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é arduamente combatida. Em síntese ser saudável já não quer mais dizer apenas estar livre de doenças – mais atrasada ainda à idéia de apenas acometimentos físicos – notasse que muitos outros aspectos interferem como estados de emocionais, sociais, financeiros e etc.
      Pensando em ser saudável apenas aqueles que não possuem doenças, ou a ausência visível dela, estamos apenas pensando na última etapa estudada pela saúde coletiva. Curar doença é o último processo, promover ações preventivas é a atualmente a mais defendida atitude, além de baratear os custos com hospitais e remédios (controles de insulina para indivíduos que abusaram a vida inteira de comidas doces tirando de quem realmente precisa). E dentre as ações preventivas, uma das maiores e melhores e a promoção da atividade física saudável (chamo assim pois atividade física por estética não necessariamente envolve saúde), tanto quem já possui doenças como quem ainda não.
Portanto, a ciclofaixa espero ser o inicio de uma educação para todos. Não adianta ficar no carro reclamando do trânsito, da construção de ciclofaixas ou de não terem construírem (apenas) mais hospitais. Vamos ser trabalhar para a prevenção e melhora do bem-estar!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Corrida Oba 27 - 03 - 2011

 Olá a todos, como estão???
                Domingo passado ocorreu em Campinas a primeira corrida realizada com o nome da famosa rede citada.
                A proposta de horário de corrida foi ótima. Colocar às 8:00 foi decisão de quem corre ou ao menos ouve os corredores, preparadores, médicos e fisiologistas. Com isso o tempo foi muito agradável, nuvens esparsas, raios frouxos de sol e brisa suave, convidando a todos para agradável exercício corporal.
                Atrasei por conta do já referido em outros textos, problemas do crescimento das corridas de rua ou da falta de organização para atender à demanda (em minha repensada opinião, creio que está opção tem maior peso), acabamos por alongar com um pouco de pressa e aquecimento ineficiente. Terminada a preparação, fomos até a saída da corrida, surpresa! Não queriam deixar entrar os não-pagantes. Fecharam uma pista pública e simplesmente vetaram a entrada daqueles que gostam da corrida. Afinal, isso é possível? Um evento paga e simplesmente pode usar e cobrar daqueles que já pagam para transitar por ali? O preço das corridas é destinado à compra dos materiais, contratação de pessoal e etc. Por que contratar policiais para fazer segurança? Eles já não são pagos pela prefeitura? Enfim, pagar duas vezes para transitar e duas vezes para ter segurança é f*.
                Tendo ficado atrás da área paga, junto com o pessoal da caminhada, esperei na expectativa de que assim que começasse a prova, os portões fossem abertos. Errei. Falaram que só iríamos sair depois da caminha! Petulantes! Mais uma vez participei de uma ação de protesto. Grande pessoal que estava junto forçou a saída pela lateral, contornando a área “VIP”, correndo entre carros (sob pedidos esforçados do locutor, para sairmos) e entrando na pista em frente à largada. Vi até um rapaz brigando com o segurança para forçar a passagem de uma moça... Lamentável.  Cobrar pelo serviço é algo trivial, porém, vetar aquele trecho...ridículo. Pagasse pelos kits, não para usar a pista. Querem elitizar a prática esportiva mais simples!
                Pode parecer ridículo, mas poderia a prefeitura organizar um evento de inclusão. Ou você se sentiria péssimo (a) correndo ao lado de sua empregada?
                Por último, em nenhuma prova há desconto para profissionais ligados às corridas. Mais um ponto contra.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Expectativas



               Depois de certo tempo, quase três anos, entrarei em férias. Algumas coisas nessa semana podem servir como incentivo ou desafio para o futuro.
               As férias deverão servir para fazer aquilo que me falta um pouco em certos momentos e certamente falta para muitos, parar e sentir as coisas, de outras maneiras. Perceber os momentos de outro jeito, daquele que nos faz mais vivos!
               Em Dezembro, mais precisamente no final de semana 18/19, em um desses dias, realizarei um desafio pessoal, provavelmente na companhia de um de meus alunos/atletas. Não direi ainda de que se trata darei algumas pistas, mas quem tiver um palpite (dentre aqueles que não sabem) dê.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

De certa forma...

             Sei que é presunçoso de minha parte, porém, tento, através da prática da atividade física realçar valores humanos: coletividade, solidariedade, altruísmo; ou prazer na vida, melhora da auto-estima, prazer com o próprio corpo! E de certa forma...tento levar a diante essas mensagens:

http://www.youtube.com/watch?v=2I3gzlQhskY&feature=player_embedded

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sonhos

                      Colocar esse título em post para um blog de atividade física dá a entender que começarei a falar que os astros interferem na atividade física, trata-se de um período conturbado para a realização de atividades próximas ao meio-dia, por que o sol se alinha com júpiter e compromete a hidratação nesse momento, mas não é isso! Ha ha ha. Não irei interpretar sonhos, até por que muito raramente sonho.
                      A intenção do título é falar sobre algumas coisas que gosto e que tenho conseguido. A academia onde trabalho me deu a oportunidade de ser o coordenador técnico do grupo de corrida que eles estão montando e isso têm sido muito importante pra mim, já que tenho promovido a melhora e a superação dos participantes desse grupo e de alguns alunos com tratamento personalizado - que já melhoraram e muito seus tempos - não deixando meus valores como profissional e escritor desse blog de lado. 
                      É prazeroso ver no rosto de cada um a alegria em ter evoluido, conquistado aquele sonho que para alguns é bobagem. Não há preço que pague isso. Terminar os 10 quilômetros, baixado 5 minutos de prova ou mesmo, correr por correr. 
                      Conciliar a prática à teoria sempre foi presente na minha vida profissional e fazer isso com meus alunos têm dado a mim enorme satisfação e a eles, conquistas. É muito bom saber que somos capazes, que podemos alcaçar nossos objetivos, com segurança e fundamentação teórica. Espero que vocês encontrem alguém para ajudar vocês nessa conquista!

                     

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando a atividade física tem seu significado deturpado (mudado)

                       Ouvindo o programa Pânico, na rádio, eles entrevistavam o bom profissional de Educação Física e em determinado momento falaram sobre uma das dançarinas no programa que possui vigorexia. Era de se esperar. Mas para quem não sabe o que é isso passo esse link (http://laraprojetojuju.blogspot.com/2010_03_01_archive.html) que mostra outra coisa pior: pessoas que almejam ter um corpo como o dela e pouco tem idéia dos problemas que se tem, aliás, pessoas que lidam com a imagem tem muitas vezes esse problema.
                       Digo que esse é um problema muito grande, pois vejo isso diariamente uma grande quantidade de pessoas seguirem esse caminho e o pior é que não tenho preparo para lidar com isso, tanto que sempre desvio de alunos com esse perfil, mas trata-se de distúrbio a ser tratado por especialistas da saúde mental. A questão não é discriminar, mas tentar ajudar porém é muito difícil já que essa pessoa quase sempre busca treinos na internet, com os amigos e tudo o que for para tentar crescer, e com professores éticos e decentes ele não encontrará isso. Aí o problema seria que, esses/essas monstruosidades frequentam a academia e passam a imagem para as pessoas de que quem trabalha lá pensa daquele jeito, pensa em atividade física como rendimento e estética, mas não é bem verdade. É horrível saber que muitas pessoas não frequentam a academia por não se sentirem a vontade por isso, tenho um desejo muito utópico de criar um espaço para as pessoas treinarem, sem espelho, com bastante laço de humanidade para trazer o bem-estar desse indíviduo e melhorar sua auto-estima com objetivos legais e prazeirosos e não essa busca infundada por estética.

Busque sempre o prazer na atividade física e os resultados virão: auto-estima, prazer, sono melhor, menos cansaço ao longo do dia, melhora de humor, disposição e sociabilidade. Desde que você objetive o prazer. Visando a estética, certamente você não terá isso, no máximo uma vaga para trabalhar no fazendinha, itatinga e etc. Faça sua escolha.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

É isso

Quando uma pessoa chega à uma academia, ela pouco sabe das condições as quais o professor é submetido.Em muitas academias não há registro de seus empregados, o que por "sorte" eu sou. E quando há tal registro, creio eu, é impossível existir o cumprimento da lei e das poucas coisas que as entidades como a SEADESP (sindicato das entidades administradoras dos desporto no estardo de São Paulo), SINPEFESP (sindicato dos profissionais de Educação Física) defendem, aliás, tenho certeza de que pouquíssimas pessoas da área conhecem esses sindicatos quase fantasmas.
Como eu dizia, temos pouquíssimos benefícios, aliás nem recebo por manutenção de alunos, as vezes (uma vez por ano) ganho um dinheirinho pelos meus serviços. Não acredito que no meu serviço não exista condições de insalubridade ou risco, sei lá. Não sei por que nada a mais ganho por fechar a academia, ainda sob exigências confusas e pouco estruturadas.
Sonho com o dia em que a minha classe una-se para requerer melhores condições, dentro das academias principalmente, por isso o CREF é bom, na sua intenção. Espero que ele acabe com academias pequenas e até com as médias e force as grandes a se arrumarem, por que atividade física não deve mais ter a intenção de fazer o bem aos outros, fazê-los rir sem que ao menos tenha condições básicas para trabalhar, viver e sorrir. Com as condições atuais, hum, a tristeza é grande e ainda sim temos de tentar enquanto não aparece coisa melhor, assim como muitas profissões têm sofrido. Sei que não tá fácil para ninguém, mas seria bom receber no mínimo algo mais do que alguém que cursou o ensino fundamental/médio.

E continuem a reclamar que não estão saradinhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Doloroso amor

Bem, escrever nesse blog é sempre um prazer. Muitas vezes perco assuntos que gostaria de deixar para gerar algum debate. É verdade, porém, que eu não gosto de vir escrever apenas por, mas para trazer algo com algum sentimento e não cumprir metas.
O problema é que eu não tenho tido empolgação suficiente. Sei que a atividade física têm sofrido mudanças nos olhares que a ela se curvam, porém, isso está longe de possibilitar estabilidade para aqueles que desse meio tiram seus recursos. Como uma aluna uma vez fez: juntou cinco mil reais (acho que era esse valor e sei que se estiver barato, muitas pessoas perguntarão o nome do médico) para fazer lipo, eis que, um ano depois ela recuperou tudo. Ótimo não? Sempre será buscado pílula para emagrecer, pra ficar inteligente e etc. Haverá sempre a busca para as soluções para os "problemas" da humanidade e será que isso é ruim para a minha profissão?
Como muitas coisas as quais critiquei arduamente, após repensar várias vezes, minha visão sofreu mudanças, até mesmo por que nunca deixarão de criar essas maravilhosas fórmulas. Penso que com uma solução para esses problemas poderia dar à atividade física e a aqueles que dela sobrevivem, a oportunidade de trabalhar com a alma das pessoas e não com o espelho delas (que sempre diz que elas estão gordas e etc, aquela coisa chata de sempre).
O meu sofrimento em amar minha profissão e minha área é dupla: uma por querer trabalhar com capacidades físicas e levar o prazer à prática de cada um ao invés de ficar igual àquela atriz que "malha" o dia inteiro; e por sofrer a dificuldade com a enorme dificuldade de não possuir uma situação financeira ainda minimamente boa. Resisto ainda em sair do sonho da formação superior e me render a cargos públicos de nenhuma relação com minhas idéias e sofro com a dificuldade em não conseguir fazer uma especialização - título idiota, hoje dia trata-se de um enorme comércio.
É isso.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Comendo as palavras (hummm)

Alguns aspectos que interferem no nosso estilo de vida, alimentação e atividades físicas, são muito citados aqui. Claro.
Sei que tento criar pensamentos e reflexões, mas já fui mais imperativo, arrogante e impaciente. Outrora, eu achava um absurdo as pessoas não comerem apenas coisas saudáveis, culpava elas por não terem um estilo de vida mais equilibrado. Depois de muito pensar e ver, tanto na vida prática como na acadêmica, percebi primeiro que não há como culpabilizar as pessoas, em todas suas ações, principalmente por que, por exemplo, a alimentação sofre pesada influência por uma série de meios, tanto mídia (qual a primeira coisa que você pensa quando quer algo gelado? Certamente não é um suco), quanto hábitos adquiridos na infância, condição financeira, etc. Sempre achei que comer bem fosse opção apenas, mas não creio mais nisso.
Tanto comer, como mover-se, sofrem influência de sua opção; o que você gosta, quer ou pode. Mas até que ponto a gente sabe o que quer? Até que ponto querer o Mac é o que realmente queremos? Muitas vezes peço um lanche (não no necrófilo Mac) com bacon, que eu gosto sim, mas depois me arrependo tanto pelo sal absurdo que vem quanto pela digestão difícil advinda de sua ingestão. Nosso desejo não estaria limitado também ao nosso conhecimento? Parece óbvio que não queremos o desconhecido. Informação e um pouco de pensamento ajudam a nos livrar desses desejos? Não sei, mas abrem opções.
E, na próxima vez que for comer, pense um pouco antes de pedir. Só um pouco, no que você quer e coma por comer. Com tamanha relação entre comida e prazer (Natal - ceia; Páscoa - ovo de chocolate; Festa junina - docinhos; Aniversário - doces) não é fácil querer comemorar de outra maneira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Considero-me uma pessoa que ativamente pensa em exclusões. E assistindo a um documentário (Olhos Azuis, http://www.youtube.com/watch?v=Wj51mGbPL-E&feature=related, parte 1/11; mas eu sei que vocês não terão o trabalho de assistir a todas as partes, por que dói) tive mais um choque.
Trata-se de uma professora americana, insatisfeita com as opressões existentes em seu país. Não quero levantar aqui apenas a bandeira do preconceito racial, mas algo mais profundo a isso. No caso, ela exercita com pessoas brancas e de olhos azuis o desconfortável tratamento a qual, mais espeficicamente no exercício proposto, o que sofrem negros.
Posso entrar em um caminho muito sensível, mas coisas me afetam e levam a minha escrita as vezes furiosa. O preconceito contra negro é a bandeira maior e mais apoiada, organizada e emblemática, mas mesmo assim, quais são as conquistas? Nem de longe quero passar a imagem de carente ao dizer "eu já sofri preconceito por alguma característica", mas de fato, o problema é que todos já sofreram preconceito, não quero nem de longe atenuar os problemas de preconceitos raciais, de gênero ou opção sexual, mas o que me incomoda de verdade é (não posso dizer crescente, sem ao menos ter um estudo sobre isso e mesmo assim como poderia dizer sobre o passado, sem ter vivido ele) como as pessoas julgam os outros!
Meus exemplos são pobres e se resume a mim e/ou situações relatadas através da minha visão. Cito-os para exteriorizar minhas angústias e por que penso que assim cada um pensará em suas.
Causa-me ódio as pessoas julgarem meu cabelo. Cada vez que elas criticam, sinto mais vontade de permanecer com ele, é incrível a quantidade de pessoas à minha volta que são mesquinhas a tal ponto de fazer comentários maldosos, daqueles que deixariam alguém triste, só por conta de um cabelo! Não bastasse isso, a infinidade de idiotas que julgam você por fazer Educação Física e ao mesmo tempo lamber as genitálias de um médico, mesmo você vendo tantas falhas e tantos casos de processos por erros médicos, e não serei leviano em restringir apenas a médicos, mas as pessoas julgarem conforme a profissão sendo que já vi advogados sendo presos, médicos sedando mulheres para abuso sexual, engenheiros construindo prédios com material aquém ao orçamento, professores de educação física excluindo crianças por diversos motivos. Enfim, existem MUITOS idiotas dentro de nossa sociedade e sempre existirão.
Aqueles que julgam sem ao menos dar a chance, tente, ao menos não ser um desses. Respeite as pessoas, dê valor a cada uma pela sua história. Todos passamos por dificuldades e pressões que nos fizeram ser como somos. Não julgue, viva ao lado, enriqueça a vida do outro e permita a elas fazerem o mesmo com a sua.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Deixe a novela de lado...

Sábado, reforço os meus insistentes avisos, terá a corrida da Lua. Não há necessidade de pagar. Há uma parte, no fundo - maior do que a ala dos pagantes, onde o pessoal se acomoda para correr de graça.

Deixe a novela de lado um dia - aliás, diferente da imprevisível corrida, a novela pode ser lida antes, durante e depois. E também deixe de lado, ao menos um final de semana aquela bebedeira. Vamos lá! Antes de correr a primeira vez eu fiquei ansioso e achando que não completaria a prova, mas eu consegui.

Não vou dizer que é fácil, que dores não aparecerão, aliás, indico atenção a alguns fatores pra quem vai: tente correr um pouco antes do dia da corrida só pra "encaixar" a respiração, por que, no começo, se você for afobado o seu maior problema será a respiração e daí você perderá grande parte do seu rendimento; e tenha muito cuidado com o que você come até um dia antes da corrida - para os que tem intestino bem regulado, para os outros e tomar mais cuidado ainda; outro fator difícil e o bom é treinar algum dia antes, seria o ritmo, pois para nós seres humanos comuns correr com grande variação de velocidade por representar grande esforço e o não término da prova; e por último, espere passar pela linha de saída pra começar a correr ou trotar.


Um abraço aos pouco leitores.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Concorda?

Atividade fisica se faz de modo prazeroso, com poucos obstaculos a serem superados. Dificuldades estas que vao desde a distancia ate o local de pratica - no caso eu nao corro no Taquaral pois eu teria de pegar onibus pra tal, ate a falta de material minimo para a pratica segura - por isso abro mao do prazer e do lazer do widesurf - ou ainda, o desconhecimento das tecnicas envolvidas para a pratica - no caso de alguem que nao saiba nadar. Mas, quando conseguimos superar tais adversidades e nos inserimos em alguma pratica biomotora, o prazer se estabelece e aquele momento torna-se nosso templo sagrado. Muitas pessoas devem sentir como eu, durante seus esforcos, a boa consciencia de estar vivo. Desse modo agregamos valores sentimentais a pratica e nao numeros as dimensoes corporais - deixem isso para os atletas, construindo nesse momento uma sensacao que se for positiva sempre retornaremos a ela.
Mas e claro, muitas pessoas precisam de um estimulo competitivo ou pequenas marcas proprias para serem superadas, nao vejo isso como ruim, apenas quando se confunde uma singela marca a ser superada com a quebra de um recorde.