quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

É isso

Quando uma pessoa chega à uma academia, ela pouco sabe das condições as quais o professor é submetido.Em muitas academias não há registro de seus empregados, o que por "sorte" eu sou. E quando há tal registro, creio eu, é impossível existir o cumprimento da lei e das poucas coisas que as entidades como a SEADESP (sindicato das entidades administradoras dos desporto no estardo de São Paulo), SINPEFESP (sindicato dos profissionais de Educação Física) defendem, aliás, tenho certeza de que pouquíssimas pessoas da área conhecem esses sindicatos quase fantasmas.
Como eu dizia, temos pouquíssimos benefícios, aliás nem recebo por manutenção de alunos, as vezes (uma vez por ano) ganho um dinheirinho pelos meus serviços. Não acredito que no meu serviço não exista condições de insalubridade ou risco, sei lá. Não sei por que nada a mais ganho por fechar a academia, ainda sob exigências confusas e pouco estruturadas.
Sonho com o dia em que a minha classe una-se para requerer melhores condições, dentro das academias principalmente, por isso o CREF é bom, na sua intenção. Espero que ele acabe com academias pequenas e até com as médias e force as grandes a se arrumarem, por que atividade física não deve mais ter a intenção de fazer o bem aos outros, fazê-los rir sem que ao menos tenha condições básicas para trabalhar, viver e sorrir. Com as condições atuais, hum, a tristeza é grande e ainda sim temos de tentar enquanto não aparece coisa melhor, assim como muitas profissões têm sofrido. Sei que não tá fácil para ninguém, mas seria bom receber no mínimo algo mais do que alguém que cursou o ensino fundamental/médio.

E continuem a reclamar que não estão saradinhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Doloroso amor

Bem, escrever nesse blog é sempre um prazer. Muitas vezes perco assuntos que gostaria de deixar para gerar algum debate. É verdade, porém, que eu não gosto de vir escrever apenas por, mas para trazer algo com algum sentimento e não cumprir metas.
O problema é que eu não tenho tido empolgação suficiente. Sei que a atividade física têm sofrido mudanças nos olhares que a ela se curvam, porém, isso está longe de possibilitar estabilidade para aqueles que desse meio tiram seus recursos. Como uma aluna uma vez fez: juntou cinco mil reais (acho que era esse valor e sei que se estiver barato, muitas pessoas perguntarão o nome do médico) para fazer lipo, eis que, um ano depois ela recuperou tudo. Ótimo não? Sempre será buscado pílula para emagrecer, pra ficar inteligente e etc. Haverá sempre a busca para as soluções para os "problemas" da humanidade e será que isso é ruim para a minha profissão?
Como muitas coisas as quais critiquei arduamente, após repensar várias vezes, minha visão sofreu mudanças, até mesmo por que nunca deixarão de criar essas maravilhosas fórmulas. Penso que com uma solução para esses problemas poderia dar à atividade física e a aqueles que dela sobrevivem, a oportunidade de trabalhar com a alma das pessoas e não com o espelho delas (que sempre diz que elas estão gordas e etc, aquela coisa chata de sempre).
O meu sofrimento em amar minha profissão e minha área é dupla: uma por querer trabalhar com capacidades físicas e levar o prazer à prática de cada um ao invés de ficar igual àquela atriz que "malha" o dia inteiro; e por sofrer a dificuldade com a enorme dificuldade de não possuir uma situação financeira ainda minimamente boa. Resisto ainda em sair do sonho da formação superior e me render a cargos públicos de nenhuma relação com minhas idéias e sofro com a dificuldade em não conseguir fazer uma especialização - título idiota, hoje dia trata-se de um enorme comércio.
É isso.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Jabá

Meu objetivo, como praticante de uma atividade física, nesse começo de 2010 será as provas do Iguatemi e da Lua, caso não me engane, ambas em Março.
Estou iniciando meu planejamento (planilhas, exercícios gerais, específicos) a partir de hoje, com o objetivo de fazer bem a corrida do Iguatemi e correr abaixo dos 50 minutos a da Lua.
Quem se interessar, por R$ 70 reais, passo um planejamento de treino para os três meses. Com explicações e tudo o mais.

Abraços.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Festas de Fim de Ano

E mais um final de ano chegou. Todos que leram essa frase devem sentir felicidade, por ter realizado suas funções como trabalhador, amigo, familiar, etc, mas também por ter chego até aqui. Algumas coisas podemos falar aqui sobre esse período.
Tenho visto muitas pessoas falecendo, por doenças cardíacas e pessoas jovens muitas vezes. Não tenho condições mínimas para dizer o que têm causado mortes prematuras, mas é sempre bom pensar em nos cuidar em todos os aspectos (biológicos, psicológicos e sociais), porém, cada um faz isso conforme acha interessante. Só que isso me preocupa quando envolve pessoas de meu círculo social.
E por outros motivos nesse período, cuidado. Perceba o quanto você é estimulado a consumir, tanto para comprar itens questionáveis em sua necessidade quanto a comer. Sinto uma fome descomunal em um período em que desgasto-me bem menos em aspectos fisiológicos.

Mas não deixem de curtir as festas de fim de ano, ao lado das pessoas que gosta, familiares ou não.

Boas Festas a todos!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pense a respeito

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/estado/2009/12/16/futuros-medicos-tem-recorde-de-erros-em-prova-clinica-diz-cremesp.jhtm

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Comendo as palavras (hummm)

Alguns aspectos que interferem no nosso estilo de vida, alimentação e atividades físicas, são muito citados aqui. Claro.
Sei que tento criar pensamentos e reflexões, mas já fui mais imperativo, arrogante e impaciente. Outrora, eu achava um absurdo as pessoas não comerem apenas coisas saudáveis, culpava elas por não terem um estilo de vida mais equilibrado. Depois de muito pensar e ver, tanto na vida prática como na acadêmica, percebi primeiro que não há como culpabilizar as pessoas, em todas suas ações, principalmente por que, por exemplo, a alimentação sofre pesada influência por uma série de meios, tanto mídia (qual a primeira coisa que você pensa quando quer algo gelado? Certamente não é um suco), quanto hábitos adquiridos na infância, condição financeira, etc. Sempre achei que comer bem fosse opção apenas, mas não creio mais nisso.
Tanto comer, como mover-se, sofrem influência de sua opção; o que você gosta, quer ou pode. Mas até que ponto a gente sabe o que quer? Até que ponto querer o Mac é o que realmente queremos? Muitas vezes peço um lanche (não no necrófilo Mac) com bacon, que eu gosto sim, mas depois me arrependo tanto pelo sal absurdo que vem quanto pela digestão difícil advinda de sua ingestão. Nosso desejo não estaria limitado também ao nosso conhecimento? Parece óbvio que não queremos o desconhecido. Informação e um pouco de pensamento ajudam a nos livrar desses desejos? Não sei, mas abrem opções.
E, na próxima vez que for comer, pense um pouco antes de pedir. Só um pouco, no que você quer e coma por comer. Com tamanha relação entre comida e prazer (Natal - ceia; Páscoa - ovo de chocolate; Festa junina - docinhos; Aniversário - doces) não é fácil querer comemorar de outra maneira.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Proposta

Final de ano próximo e um fenôme acontece: a academia curiosamente começa a ter um crescente número de pessoas. Os períodos que sempre enchem de alunos são, entre Janeiro e Fevereiro, Setembro e Outubro. Sobram oito meses. O curioso é que nesses períodos, principalmente em Janeiro, a sensação que fica é a de solução instantânea, o público quer em cerca de um mês resultados visíveis (principalmente na balada) daí isso leva a falência qualquer plano de treino. Como dar tantos resultados, físicos, em tão pouco tempo?
O problema disso, não será nunca do aluno, pois dificil é culpá-lo por sua ignorância. Traçar objetivos mais reais e talvez mostrar outros pode possibilitar ele refletir sobre essa necessidade que ele/ela nem ao menos sabem muito por que. Como pude ler em um livro interessante, Tranformações Didático-Pedagógica do Esporte de Elenor Kunz, as necessidades que os alunos trazem, muitas vezes são vontades compostas no dia a dia pela enorme repetição e reforço e que a pessoa nem é levada a pensar sobre, daí ela chega com o objetivo de mudar completamente a parte externa do seu corpo, vem com a concepção de corpo magro/forte é sinônimo indiscutível de saúde e meta única de trabalho. Claro, cada gênero com sua confusão, homens saudáveis são fortes mesmo sem treinar as pernas e mulheres, magras e com glúteos avantajados. Mas pra quê?
Treinar provoca mudanças internas no corpo também. Tornar-se um corpo musculoso graças a substâncias, de custo alto, tem qual finalidade? Qual o tipo de pessoa você procura impressionar? Um homem forte e bombado atrai que tipo de garota? E mulher com aquele esteriótipo físico geralmente é julgada para qual finalidade para os homens?

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Pense para que você quer treinar.
Converse com um professor humanizado.