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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tópicos

                Primeiramente peço perdão a todos por demorar a colocar novo post.

                Desta vez farei um pouco diferente que o usual: trarei pequenos tópicos.
·         O primeiro assunto é um recorrente em minha vida profissional: a necessidade de repensar a atividade dos endocrinologistas. Ontem uma aluna veio, com quem compra um DVD que quebrou por incorreto uso, dizendo que o endocrinologista disse que ela engordou 3 kg e a cintura dela aumentou! Putz... já citei outra que dava aula na PUC que disse que treino de força faria a aluna trocar gordura por músculo...agora isso...pra piorar, indicou que ela tomasse sibutramina (para conhecer mais http://www.cvs.saude.sp.gov.br/at_03-01.asp) e ficasse sem comer por uma semana! Fora o absurdo, temos de aprender o seguinte, não inventaram um remédio que nos dê hábitos saudáveis, educação alimentar. Essas ações são provisórias. Outra aluna que fez uso de tal substância disse que após utilizar o remédio ela tinha medo de engordar, entrando em quadro paranóico o que fez com que ela comesse raramente e desmaiasse na rua. A atividade física não é isso. Não é estética. É saúde. Prazer, diversão e socialização, coisas diferentes disso são formas de compensar desvios psicológicos.
·         A cidade de Campinas tem tido vários problemas políticos. Haverá a virada esportiva que não deve ser utilizada como desvio da atenção do povo. Deveríamos utilizar o espaço para promover e estimular a atividade física, mas também requerer melhorias no sistema público de transporte (lembrem que são 127 carros novos por DIA em Campinas), maior estímulo às formas alternativas de transporte, melhor sistema de reciclagem (nossa cidade recicla 2% de seu resíduo), além de ações severas aos corruptos.
·         Quero novamente dizer o quão prazeroso é poder promover a atividade física para as pessoas, escrever assim soa como fanatismo religioso, mas ao contrário de tal extremismo, minha ação procura cada dia mais respeitar a individualidade de cada um. E ao mesmo tempo, quando as pessoas relatam não gostar de alguma modalidade devemos observar alguns motivos para o desinteresse:
o   Ou você conhece pouco a respeito da prática. Ex: antes de conhecer o badminton eu achava bobo, mas percebi quão prazeroso pode ser. E você conhece softball? Não? Então como vai gostar? Você vai para um esporte e fica perdido nele? Não! É como entrar em uma classe onde todos já se conhecem. O esporte nos expõe demais, precisamos começar conhecendo algo.
o   A outra fase é a pior. Ter conhecido com um grupo ou alguém incompetente. Não existe esporte que não gostemos. Existe prática mal planejada. Quantas pessoas não largam de jogar esportes coletivos por traumas no colégio? Enfim, a atividade física deve promover, dentre um de seus objetivos, a socialização e não ridicularizarão. Com amigos ou um profissional competente, você gostará de praticar as atividades.
o   O último é de difícil modificação. E seria causado pela incapacidade de realizar por questões psicológicas, biotípicas ou biomotoras.
·         Com a estabilização da economia do país, não por coincidência aumentasse a prática desportiva assim como o número de desportos criados. A partir disso peço que você tente conhecer equipes, atletas ou clubes que precisam de apoio e patrocínio e tente ajudar ou divulgar a captação de recursos, pois o esporte agrega importante valor à marca. Também quer deixar aqui que você procure atividades novas, conheça e divulgue. Faça um enduro a pé. Veja se há grupos de Le parkour em sua cidade. Aproveite as redes sociais e investigue a respeito de uma ou mais modalidades. Não tem como praticar, dentro de suas possibilidades, junte uma galera e viabilize. Precisando de ajuda, conte(m) comigo!
Abraço a todos e boas experiências sinestésicas propiciadas pelas atividades físicas!|

quarta-feira, 18 de maio de 2011

As duas mãos na criação das ciclofaixas

       Evidente que o título é uma alusão as formas com que podemos ver o mesmo problema.
      Aqui em Campinas algumas ciclofaixas tem sido construídas e algumas já estão em funcionamento, outras são especulações. E para começar, pense: por que ciclofaixa e não ciclovia? Por que raios mudaram ao nome? Apenas moda? Não.
     O próprio nome já diz, tratasse de uma faixa e não de uma via. Muito bem, ótimo, os ciclistas possuem seu espaço. Espera lá, não é bem assim. Por ser uma faixa evidente que não há divisão física que proteja as bicicletas e seus condutores de motoristas imprudentes ou revoltados (como exceção vi na Unicamp um dia, um motociclista andando na ciclofaixa – creio que ele tenha se confundido), por isso e pelo fato de “ocupar” o sagrado lugar dos carros, não se pode liberar durante a semana, portanto, o espaço aqui é reservado entre 7 e 13 da tarde. Apesar de expor esse fato, concordo que o mundo não irá mudar, é imbecil querer o fim dos carros, longe disso, apenas uso racional e ainda, enquanto se faz mobilizações – longe de mim inferiorizá-los - quanto a respeito por opções sexuais, etnia e etc, ninguém contabiliza ou sai em protesto a favor de melhorar e reduzir o uso dos carros. Pensando bem, protestos que melhorem o transporte público, pois a diminuição no uso de carros significaria menor poluição, menor trânsito, menos mortes e em muitos casos economia de gastos, imagine se tivéssemos opções dessentes de transporte coletivo como trens e ônibus, quanto não seria economizado em pedágio, manutenção de estradas, construção das mesmas, acidentes e seus custos, quantas mortes e imprudências não seriam evitados?
      Como eu dizia, evidente que não acontecerão mudanças radicais. Devesse educar o povo, principalmente de cidades grandes onde para chegar a determinadas regiões e necessário o carro, devido às péssimas condições e preços do transporte coletivos. O problema é que, quem anda de carro fala mal quem está de bicicleta e quem está de biclicleta reclama dos corredores – muitas vezes devo me policiar para não cometer esses equívocos. Dentro desse raciocínio, nas duas vezes em que transitei pelas ciclofaixas, na inauguração da situada no centro/taquaral e ouro verde/Morumbi ouvi reclamações e algumas buzinas. Evidente que há necessidade de tempo para se acostumarem, mas há pessoas que realmente reclamam da ciclofaixa em pleno domingo de manhã! Contudo, havia corredores utilizando o mesmo espaço. Eram poucos e sendo um deles tenho que analisar com calma. Em Campinas, para realizar treinos longos ou até mesmo variar um pouco é difícil. Em vários pontos as calçadas são completamente abandonadas (inclusive o ministro dos esportes sofreu fratura andando por aqui) e atravessar sinais de trânsito, mesmo que com o sinal favorável ao pedestre sempre será um risco.
      Enfim, quem sabe aos poucos não conseguiremos ciclovias para uso diário das bicicletas - olha que tenho visto uma grande quantidade de pessoas indo trabalharem no centro, com elas. Inclusive com mochilas para tomar banho! Neste parágrafo pensarei em outros pontos. Primeiro, construir ciclofaixas pode ser um começo e espero que seja esse argumento para a escolha delas, pois são muito mais baratas e perigosas. (daí algum infeliz grita: mas gastar 270 mil para construir a ciclo faixa no outro verde, deveria gastar com coisa séria!). Aff... com calma e tentando não ficar irritado explico. Nosso problema não é esse. Como disse anteriormente, não devemos gastar com a construção de mais pistas para cada vez mais carros (127 novos a cada DIA em Campinas) ocuparem espaço até das casas. Pelo fato de a maioria dos governos quererem votos, portanto suas ações se baseiam em construção de hospitais e praças além de abrirem as pernas para indústrias. (daí o mesmo infeliz grita: usa esse dinheiro para contratar mais médicos). A começar e segurando para não escrever ofensas, antes de qualquer coisa, essa visão pré-histórica da saúde hoje é substituída pela idéia de grupos multidisciplinares, ou seja, deve conter não médicos! Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas, psicólogos e mais recentemente educadores físicos, já que a saúde é algo tão complexo de definir que até mesmo a utilizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é arduamente combatida. Em síntese ser saudável já não quer mais dizer apenas estar livre de doenças – mais atrasada ainda à idéia de apenas acometimentos físicos – notasse que muitos outros aspectos interferem como estados de emocionais, sociais, financeiros e etc.
      Pensando em ser saudável apenas aqueles que não possuem doenças, ou a ausência visível dela, estamos apenas pensando na última etapa estudada pela saúde coletiva. Curar doença é o último processo, promover ações preventivas é a atualmente a mais defendida atitude, além de baratear os custos com hospitais e remédios (controles de insulina para indivíduos que abusaram a vida inteira de comidas doces tirando de quem realmente precisa). E dentre as ações preventivas, uma das maiores e melhores e a promoção da atividade física saudável (chamo assim pois atividade física por estética não necessariamente envolve saúde), tanto quem já possui doenças como quem ainda não.
Portanto, a ciclofaixa espero ser o inicio de uma educação para todos. Não adianta ficar no carro reclamando do trânsito, da construção de ciclofaixas ou de não terem construírem (apenas) mais hospitais. Vamos ser trabalhar para a prevenção e melhora do bem-estar!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

De certa forma...

             Sei que é presunçoso de minha parte, porém, tento, através da prática da atividade física realçar valores humanos: coletividade, solidariedade, altruísmo; ou prazer na vida, melhora da auto-estima, prazer com o próprio corpo! E de certa forma...tento levar a diante essas mensagens:

http://www.youtube.com/watch?v=2I3gzlQhskY&feature=player_embedded

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando a atividade física tem seu significado deturpado (mudado)

                       Ouvindo o programa Pânico, na rádio, eles entrevistavam o bom profissional de Educação Física e em determinado momento falaram sobre uma das dançarinas no programa que possui vigorexia. Era de se esperar. Mas para quem não sabe o que é isso passo esse link (http://laraprojetojuju.blogspot.com/2010_03_01_archive.html) que mostra outra coisa pior: pessoas que almejam ter um corpo como o dela e pouco tem idéia dos problemas que se tem, aliás, pessoas que lidam com a imagem tem muitas vezes esse problema.
                       Digo que esse é um problema muito grande, pois vejo isso diariamente uma grande quantidade de pessoas seguirem esse caminho e o pior é que não tenho preparo para lidar com isso, tanto que sempre desvio de alunos com esse perfil, mas trata-se de distúrbio a ser tratado por especialistas da saúde mental. A questão não é discriminar, mas tentar ajudar porém é muito difícil já que essa pessoa quase sempre busca treinos na internet, com os amigos e tudo o que for para tentar crescer, e com professores éticos e decentes ele não encontrará isso. Aí o problema seria que, esses/essas monstruosidades frequentam a academia e passam a imagem para as pessoas de que quem trabalha lá pensa daquele jeito, pensa em atividade física como rendimento e estética, mas não é bem verdade. É horrível saber que muitas pessoas não frequentam a academia por não se sentirem a vontade por isso, tenho um desejo muito utópico de criar um espaço para as pessoas treinarem, sem espelho, com bastante laço de humanidade para trazer o bem-estar desse indíviduo e melhorar sua auto-estima com objetivos legais e prazeirosos e não essa busca infundada por estética.

Busque sempre o prazer na atividade física e os resultados virão: auto-estima, prazer, sono melhor, menos cansaço ao longo do dia, melhora de humor, disposição e sociabilidade. Desde que você objetive o prazer. Visando a estética, certamente você não terá isso, no máximo uma vaga para trabalhar no fazendinha, itatinga e etc. Faça sua escolha.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

É isso

Quando uma pessoa chega à uma academia, ela pouco sabe das condições as quais o professor é submetido.Em muitas academias não há registro de seus empregados, o que por "sorte" eu sou. E quando há tal registro, creio eu, é impossível existir o cumprimento da lei e das poucas coisas que as entidades como a SEADESP (sindicato das entidades administradoras dos desporto no estardo de São Paulo), SINPEFESP (sindicato dos profissionais de Educação Física) defendem, aliás, tenho certeza de que pouquíssimas pessoas da área conhecem esses sindicatos quase fantasmas.
Como eu dizia, temos pouquíssimos benefícios, aliás nem recebo por manutenção de alunos, as vezes (uma vez por ano) ganho um dinheirinho pelos meus serviços. Não acredito que no meu serviço não exista condições de insalubridade ou risco, sei lá. Não sei por que nada a mais ganho por fechar a academia, ainda sob exigências confusas e pouco estruturadas.
Sonho com o dia em que a minha classe una-se para requerer melhores condições, dentro das academias principalmente, por isso o CREF é bom, na sua intenção. Espero que ele acabe com academias pequenas e até com as médias e force as grandes a se arrumarem, por que atividade física não deve mais ter a intenção de fazer o bem aos outros, fazê-los rir sem que ao menos tenha condições básicas para trabalhar, viver e sorrir. Com as condições atuais, hum, a tristeza é grande e ainda sim temos de tentar enquanto não aparece coisa melhor, assim como muitas profissões têm sofrido. Sei que não tá fácil para ninguém, mas seria bom receber no mínimo algo mais do que alguém que cursou o ensino fundamental/médio.

E continuem a reclamar que não estão saradinhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Doloroso amor

Bem, escrever nesse blog é sempre um prazer. Muitas vezes perco assuntos que gostaria de deixar para gerar algum debate. É verdade, porém, que eu não gosto de vir escrever apenas por, mas para trazer algo com algum sentimento e não cumprir metas.
O problema é que eu não tenho tido empolgação suficiente. Sei que a atividade física têm sofrido mudanças nos olhares que a ela se curvam, porém, isso está longe de possibilitar estabilidade para aqueles que desse meio tiram seus recursos. Como uma aluna uma vez fez: juntou cinco mil reais (acho que era esse valor e sei que se estiver barato, muitas pessoas perguntarão o nome do médico) para fazer lipo, eis que, um ano depois ela recuperou tudo. Ótimo não? Sempre será buscado pílula para emagrecer, pra ficar inteligente e etc. Haverá sempre a busca para as soluções para os "problemas" da humanidade e será que isso é ruim para a minha profissão?
Como muitas coisas as quais critiquei arduamente, após repensar várias vezes, minha visão sofreu mudanças, até mesmo por que nunca deixarão de criar essas maravilhosas fórmulas. Penso que com uma solução para esses problemas poderia dar à atividade física e a aqueles que dela sobrevivem, a oportunidade de trabalhar com a alma das pessoas e não com o espelho delas (que sempre diz que elas estão gordas e etc, aquela coisa chata de sempre).
O meu sofrimento em amar minha profissão e minha área é dupla: uma por querer trabalhar com capacidades físicas e levar o prazer à prática de cada um ao invés de ficar igual àquela atriz que "malha" o dia inteiro; e por sofrer a dificuldade com a enorme dificuldade de não possuir uma situação financeira ainda minimamente boa. Resisto ainda em sair do sonho da formação superior e me render a cargos públicos de nenhuma relação com minhas idéias e sofro com a dificuldade em não conseguir fazer uma especialização - título idiota, hoje dia trata-se de um enorme comércio.
É isso.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Festas de Fim de Ano

E mais um final de ano chegou. Todos que leram essa frase devem sentir felicidade, por ter realizado suas funções como trabalhador, amigo, familiar, etc, mas também por ter chego até aqui. Algumas coisas podemos falar aqui sobre esse período.
Tenho visto muitas pessoas falecendo, por doenças cardíacas e pessoas jovens muitas vezes. Não tenho condições mínimas para dizer o que têm causado mortes prematuras, mas é sempre bom pensar em nos cuidar em todos os aspectos (biológicos, psicológicos e sociais), porém, cada um faz isso conforme acha interessante. Só que isso me preocupa quando envolve pessoas de meu círculo social.
E por outros motivos nesse período, cuidado. Perceba o quanto você é estimulado a consumir, tanto para comprar itens questionáveis em sua necessidade quanto a comer. Sinto uma fome descomunal em um período em que desgasto-me bem menos em aspectos fisiológicos.

Mas não deixem de curtir as festas de fim de ano, ao lado das pessoas que gosta, familiares ou não.

Boas Festas a todos!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pense a respeito

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/estado/2009/12/16/futuros-medicos-tem-recorde-de-erros-em-prova-clinica-diz-cremesp.jhtm

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Proposta

Final de ano próximo e um fenôme acontece: a academia curiosamente começa a ter um crescente número de pessoas. Os períodos que sempre enchem de alunos são, entre Janeiro e Fevereiro, Setembro e Outubro. Sobram oito meses. O curioso é que nesses períodos, principalmente em Janeiro, a sensação que fica é a de solução instantânea, o público quer em cerca de um mês resultados visíveis (principalmente na balada) daí isso leva a falência qualquer plano de treino. Como dar tantos resultados, físicos, em tão pouco tempo?
O problema disso, não será nunca do aluno, pois dificil é culpá-lo por sua ignorância. Traçar objetivos mais reais e talvez mostrar outros pode possibilitar ele refletir sobre essa necessidade que ele/ela nem ao menos sabem muito por que. Como pude ler em um livro interessante, Tranformações Didático-Pedagógica do Esporte de Elenor Kunz, as necessidades que os alunos trazem, muitas vezes são vontades compostas no dia a dia pela enorme repetição e reforço e que a pessoa nem é levada a pensar sobre, daí ela chega com o objetivo de mudar completamente a parte externa do seu corpo, vem com a concepção de corpo magro/forte é sinônimo indiscutível de saúde e meta única de trabalho. Claro, cada gênero com sua confusão, homens saudáveis são fortes mesmo sem treinar as pernas e mulheres, magras e com glúteos avantajados. Mas pra quê?
Treinar provoca mudanças internas no corpo também. Tornar-se um corpo musculoso graças a substâncias, de custo alto, tem qual finalidade? Qual o tipo de pessoa você procura impressionar? Um homem forte e bombado atrai que tipo de garota? E mulher com aquele esteriótipo físico geralmente é julgada para qual finalidade para os homens?

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Pense para que você quer treinar.
Converse com um professor humanizado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Repensar a prática

Diariamente - entenda ao pé dá letra - recebo pedidos para transformações físicas e sempre em curtíssimo tempo (já cheguei a ouvir em mudança para dias!), nas piores condições (alimentação indiciplinada, restrição de sono, pouca dedicação aos treinos). E me pergunto, diariamente, o que eu posso fazer para essas pessoas? Como posso enriquecer a prática delas? Como posso tirá-las desse limbo injusto da estética?
Tento, muitas vezes sem sucesso, convencer as pessoas da importância de que a prática da atividade física é algo livre e voluntário, um direito e não deve ser um dever. Mais do que isso, o objetivo da prática não deve ser UNICAMENTE a estética. Esta produz inúmeras frustrações e problemas para a motivação. Além do que, o alcance NATURAL desses objetivos quase sempre vão de encontro ao cotidiano que a pessoa tem. Procurar uma atividade que você goste é o melhor pra tudo. Com certeza. Motivação sempre. A atividade física e o profissional da educação física deve ser preparado para mais do que a parte biológica, mais ainda, de produzir esteriótipos físicos materiais.
Meu sonho e formação me levam a tentar dar mais sentido à prática de cada um. Exercitar-se e conhecer e entender sua prática dão maiores condições de gostar e permanecer na prática. A motivação deve ser renovada pela experiência em si e o entendimento dos valores empregados na mesma e não sintetizar toda uma linguagem corporal de movimentos em apenas aparência.

terça-feira, 31 de março de 2009

Como?

A educação física tem diversas complicações e muitas vezes o trabalho exigido recebe ingratos agradecimentos. Mas assim somos, em vários momentos. Mudar a consciência das pessoas em relação à EF tem de ser aos poucos e cada dia, vejo a dinâmica atual com bons olhos, mas ainda observo - como muitos já relataram - um enorme confusão.
As atividades físicas voltadas para o lazer são pouco ou nada valorizadas pela sociedade e por uma parte dos estudantes e profissionais da EF. Vou defender essa visão, uma vez que creio para essa área ser suficiente profissionais de nível técnico e um curso superior para repensar os papéis do trabalho e tempo livre, só.
Na área da saúde, concorremos com fisioterapeutas, médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e sei lá mais o que. Enquanto há a concorrência eu defendo, com muitos outros profissionais das áreas supra citadas, uma integração ou melhor, a criação das equipes multidiciplinares, já que a saúde é tão complexa quanto o ser humano e assim, as diferentes visões devem ser coexistente.
O esporte, a principal logo marca da EF não é mais assunto exclusivo dos estudantes e profissionais da área. Veja. Hoje existem cursos mais voltados para tal, como o Esporte na USP, Ciência do Esporte na Unicamp e assim em diante.
Vejo a EF como um campo grande como as ciências médicas e que no futuro terá suas divisões por áreas de interesse, pois ná como dar conta de biomecânica, bioquímica, estatística, pedagogia do treinamento, etc. Embora, não há interesse dentro das intituições esportivas na criação de tantos funcionários e aumentar as despesas.
Veremos, de perto, como a EF estará próximo ao meu fim.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Intervenção Profunda I

Treinar sempre é um desafio, não um daqueles que aparecem no fim do dia e que seu chefe quer solucionado para o encerramento do expediente, mas sim um desafio que nós criamos e o cumprir do mesmo é um processo onde temos parte do controle. Daí o professor de Educação Física pode entrar para ajudá-lo no âmbito material, mas profissional da área que se preze não tem as mesmas funções que um médico, dentista ou fisioterapeuta - que diferente da EF e da nutrição, apenas aplicam procedimentos técnicos - pois em nossa intervenção é importante considerar, tanto na escola quanto em uma equipe, o ser humano. É então que a coisa complica. Muitos perdem a paciência e tentam construir o treino considerando apenas o número de séries, tempo de treino, etc. Podemos entender então que os profissionais da área de Nutrição e EF tem grandes problemas a serem resolvidos: como atingir ao objetivo da pessoa que nos procura? Não basta nós falarmos "faça treino 3 a 4 vezes por semana" ou eles "controle a sua alimentação", ou ainda, no consultório ou na academia em uma hora não solucionamos muita coisa existe um processo, mas pra isso é preciso pagar e como uma pessoa irá pagar até saber que não pagou um profissional incompetente? Por essa incerteza criar-se uma disconfiança que derruba os salários. E mais, mesmo um ótimo profissional - que para mim deve SEMPRE ser alguém que interfere mais no aspecto psicológico - será que o esforço é só dele? Bom, o médico, o dentista e o fisioterapeuta colocam a pessoa no local de intervenção e depende deles o sucesso da intervenção. Nós, não. Depende de quão conhecemos aspectos fisiológicos, biomecânicos e bioquímicos tal qual eles tem necessidade, mas além disso, é necessário construir uma malha psicológica que agrade ao cliente/aluno e o traga para a motivação. Mas como fazer isso?

terça-feira, 17 de março de 2009

Atividade Física e Sociedade

Calma. Caso você seja um daqueles que olha pra esse título e já pensa naquelas discussões intermináveis de professores que quase ou nunca trabalharam com escola e educação física de verdade e ficam falando de Marx, calma! Você não verá isso aqui. Ah! Você é daqueles que amam esse assunto, veste a camisa do Che, sabe o tamanha da cueca de Marx e tal? Bom, muda de blog. Quero dentro dessa vertente no meu blog problematizar, criar polêmica e tentar gerar consciência em TODOS que convivem ou conviveram com a educação física e atividades fisicas.